O Dicionário das Tristezas Obscuras

Criado pelo artista John Koenig, o Dicionário das Tristezas Obscuras, é uma coleção de palavras inventadas, que servem para oficializar emoções que as pessoas sentem mas não conseguem explicar.

Aqui estão algumas delas, para ver todas e também os vídeos que Koenig faz com suas palavras, visite o site do projeto.

 bengiles22

1. Adronitis

Frustrar-se com a quantidade de tempo necessário para se conhecer bem alguém.

2. Aimonimia

O medo de que aprender o nome de algo – um pássaro, uma constelação, uma pessoa bonita – vai estragar tudo. Transformando uma descoberta do acaso, em uma casca conceitual vazia.

3. Ambedo

Um tipo de transe melancólico no qual você se torna completamente absorto por pequenos detalhes sensoriais – pingos de chuva escorrendo pela janela, árvores altas se dobrando lentamente com o vento, espirais de creme se formando no café – o que, por fim, leva a uma avassaladora constatação da fragilidade da vida.

4. Anchorage

O desejo de segurar o tempo enquanto ele passa, como tentar se segurar em uma pedra no meio de um rio com muita correnteza.

5. Anecdoche

Uma conversa em que todo mundo está falando mas ninguém está ouvindo.

6. Anemoia

Nostalgia de um tempo no qual você nunca viveu.

7. Anthrodynia

Um estado de exaustão ao perceber o quão horríveis as pessoas podem ser umas com as outras.

8. Chrysalism

A tranquilidade confortável de se estar dentro de casa durante uma tempestade.

9. Ecstatic Shock

A onda de energia que surge ao olhar de relance para alguém que você gosta.

10. Ellipsism

Uma tristeza por não ser capaz de saber como a história vai terminar.

11. Énouement

A sensação agridoce de ter chegado no futuro, visto como tudo aconteceu, mas não ser capaz de contar para o seu ‘eu’ do passado.

12. Exulansis

A tendência de desistir de tentar falar sobre uma determinada experiência porque as pessoas são incapazes de se relacionar com ela.

13. Gnossienne

O momento em que você percebe que alguém que você conhece há anos tem uma vida interna, privada e misteriosa.

14. Jouska

Uma conversa hipotética que você repete compulsivamente na sua cabeça.

15. Kairosclerosis

O momento em que você percebe que está feliz – e tenta conscientemente aproveitar essa sensação – o que obriga seu intelecto a identificar e colocar a sensação em um contexto, onde a felicidade lentamente se dissolve até se tornar pouco mais do que um retrogosto.

16. Kenopsia

A atmosfera misteriosa e desamparada de um lugar que normalmente está cheio de gente, mas que agora está abandonado e quieto.

17. Lachesism

O desejo de ser atingido por um desastre – sobreviver a uma queda de avião, ou perder tudo em um incêndio.

18. Lalalalia

Dar-se conta, enquanto fala sozinho, que outra pessoa pode estar escutando, o que o leva a rapidamente transformar as palavras em algum cantarolar sem sentido.

19. Lapyear

A idade em que você se torna mais velha do que seus pais eram quando você nasceu.

20. Lethobenthos

O hábito de esquecer o quão importante uma pessoa é para você, até o momento em que você a encontra pessoalmente.

21. Liberosis

O desejo de se importar menos com as coisas.

22. Mimeomia

Frustração ao perceber o quão facilmente você se encaixa em um estereótipo.

por Ben Giles23. Monachopsis

O sentimento sutil mas persistente de estar fora de lugar.

24. Moriturism

Perceber, como um solavanco durante um momento de insônia, que você vai morrer.

25. Nementia

O esforço que vem logo após um momento de distração, para lembrar porque é mesmo que você está se sentindo irritada, ou ansiosa, ou animada.

26. Nodus Tollens

Dar-se conta de que o roteiro da sua vida já não faz o menor sentido.

27. Occhiolism

Dar-se conta da pequenez da sua perspectiva. Com a qual você não tem como chegar a qualquer conclusão significativa sobre o mundo, o passado, ou as complexidades da cultura.

28. Onism

A frustração de estar preso em apenas um corpo que habita apenas um lugar por vez.

29. Opia

A intensidade ambígua de olhar alguém nos olhos, e sentir-se simultaneamente invasivo e vulnerável.

30. Reverse Shibboleth

A prática de atender o telefone com um “alô?” genérico, como se você já não soubesse quem está ligando.

31. Rückkehrunruhe

O sentimento de voltar para casa depois de uma viagem imersiva, e perceber que toda a experiência já está desaparecendo rapidamente da sua consciência.

32. Sonder

Dar-se conta de que cada pessoa tem uma vida tão vívida e complexa quanto a sua – populada por ambições, amigos, rotinas, preocupações e loucura.

33. Scabulous

Sentir orgulho de uma cicatriz. Como um autógrafo dado a você pelo mundo.

bemgilles834. The Bends

A frustração ao perceber que você não está aproveitando uma experiência tanto quanto deveria.

35. Trumspringa

A tentação de sair da sua meta de carreira e se tornar pastor de ovelhas nas montanhas.

36. Vemödalen

Frustração ao fotografar algo incrível quando milhares de outras fotos idênticas já existem.

37. Vemödalen

Medo de que tudo já tenha sido feito.

38. Waldosia

Olhar para todos os rostos em uma multidão, procurando uma pessoa específica que não teria motivo algum para estar aí.

39. Zenosyne

A sensação de que o tempo está passando cada vez mais rápido.


***
As colagens que ilustram o post foram todas feitas pelo artista Ben Giles.

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Comentários

  • Nicholas Zilz Figueiredo

    <3

  • Ana de Adriana

    Estou em profunda anthrodynia tem um bom tempo…. Por isso eu vivo a ter jouskas, até minha mãe chegar, daí eu começo a lalalaliar.

    Queria ser mais liberosis, mas sou muito monachopsis….

  • Gustavo Gollo

    Eu criei “neuronizar”, transformar em neurônio. Tb eumesmismo, eumesmista, gnuismo…

  • Itens 36 e 37 estão certos?

  • Maria Rachel

    Isso já é exercício de escrita criativa no Terapia da Palavra desde 2005. 😉

  • Carol Mello

    maravilhoso!

  • Carlos Roberto

    Medo de perceberem que é mentira, que estou atuando.

  • Carolina Garofani

    27: *pequenez, não pequenês. Pequenês é quase um cachorro 😉

    • Caroline Barrueco

      Obrigada, Carolina. Arrumei.

    • marcos zanatti

      mala

    • Renata Bassetto

      Hahahahah

  • Jason Braun

    Pra mim tudo isso se chama “falta de problemas”.

  • Lucas George Wendt

    Isso é lindo demais! Li maravilhado. Esses momentos em que paramos para pensar na inconstância e na fragilidades das nossas tramas meio que arrebatam a gente daqui: pra nos trazer depois de volta.

  • Nelson Vega

    Alguém mais se identificou com TODOS?

    • Thiago Anastácio

      não.
      só você
      exclusivão
      coração gelado
      rainha má
      keanu reeves brasileiro

  • Paulo

    Porque não fazer um Dicionário da Alegrias Claras ?

    • Breno Oliveira

      Algo te impede?

      • Paulo Ricardo Andrade

        É aquela pessoa que espera que façam tudo para ela

        • Paulo

          01. Andaderrir
          Vontade de rir e andar ao mesmo tempo fazendo tudo que esperam que faça.

          02. Brenorragia
          Escorrimento de risos pelos cantos da boca.

      • Paulo

        começou.

    • Paulo

      Vamos começar:
      01. Andaderrir
      Vontade de rir e andar ao mesmo tempo fazendo tudo que esperam que faça.

      02. Brenorragia
      Escorrimento de risos pelos cantos da boca.

  • foda!

  • Amanda

    Discionairites: aquela vontade de rir misturado com o aperto que dá quando vc encontra muitas verdades nesse dicionário.

  • hdlp

    Imagino algo com defectumaliqfacere a criação de tal dicionário.

  • cínthia

    puta. que. pariu! que coisa maravilhosa, meudeusdocéu

  • Eu só tenho a dizer: Obrigada. Mentira, tenho a dizer também tamosjunto, que alías, devia estar nessa lista como “a frustração de não poder dizer mais nada além do velho e bom “sei o que você está passando”.

  • Thaís Almeida

    Gente, que artigo maravilhoso!

  • rui

    Realmente muito criativo e surpreendentemente inteligente e sagaz.

  • Ulisses

    Surpreendente percepçao das profundidades

  • Lazarento

    40. Libricolia: Uma leve sensação de tristeza logo após folhear a última página de um livro que você gostou da experiência de ter lido.

  • Prcp

    Incrível!

  • OingoBoingo

    Adronitis e Nodus Tollens seriam bem úteis pra mim.

  • Eliytres

    Muitas dessas podem ser traduzidas direto dos radicais que as compõem, como “liberose”, “nemência”, “monacopse”, “adronite”…

    Talvez exista uma palavra para a minha “necessidade de adaptar palavras estrangeiras”. Como fazem os portugueses chamando mouse de “rato”. Algo como “calcomania”…

  • Andre Craco

    <3

  • Beatriz

    me identifico com várias…

  • Ibu Tatá

    aimonimia por ter nomeado isso tudo… hahaha

    • Vinícius Soares

      Malaimonimia: o prazer te ter nomeado tudo isso e ter se apropriado. hahaha

  • Francis Leech

    anhanganomia – medo de que os sufixos e prefixos gregos e latinos deixem de ser empregados para a criação de novas palavras resultando em um caos linguístico.

    • Renata Bassetto

      kkkkkkk Boa!

  • Secret

    “28. Onism
    A frustração de estar preso em apenas um corpo que habita apenas um lugar por vez.”

    Secretamente, eu larguei a faculdade que eu não gostava na esperança de dar tempo de fazer tudo o que eu quero da minha vida.

  • Pablo Zumarán

    Lendo estrupícios de traduzês do tipo:
    «o quão importante uma pessoa é para você»
    «as pessoas são incapazes de se relacionar com (uma experiência)»
    «O sentimento … de estar fora de lugar.»
    «um lugar por vez»
    e várias outras, minha esposa e eu cunhamos:
    TRADUGÉDIA: A tristeza irremediável de saber q um texto mal traduzido será lido por milhares de brasileiros, contribuindo pra disseminar estruturas estapafúrdias em português, expressões canhestras e frases q nem sequer fazem sentido nesta língua.

    • Noosfera

      Oi, Pablo. Obrigada pelo toque. Por favor entre em contato com a gente pelo rb.moc.arefsoonnull@otatnoc para ajudar a melhorar a tradução do texto.

      • Pablo Zumarán

        Se eu aceitar, vai parecer q comentei pra caçar trabalho. Pra eu fazer esse texto, meu preço seria R$250. Mas só escrevi pra dar o toque: vcs poderiam traduzir vcs mesmos pra uma linguagem mais natural, tbm pesquisando melhor os significados. A subserviência ao estrangeiro não deveria chegar até a deformação e perversão da própria língua.

        Compare:
        «O sentimento sutil mas persistente de estar fora de lugar.»
        com
        «A sutil porém persistente sensação de estar no lugar errado.»
        (Se vc ler a definição toda no original, verá q ele quis dizer isso mesmo.)

        Vc consegue.

        • Olavo Augusto

          Pablacato:
          Clemência de um sujeito que não entra na onda da rede cooperativa, e cobra por desacatos linguísticos.

          • Nara Muriel

            hahahaha Olavo, melhor resposta!

          • Pablo Zumarán

            Vc entendeu errado. Não comentei pra caçar trabalho. Comentei pra demonstrar q o pessoal desse saite poderia se dedicar mais ao trabalho de traduzir, e ter mais respeito tanto com o texto original qto com a língua portuguesa. Coloquei o preço pra dar uma idéia do valor q isso tem no mercado.

          • Enzo Cae

            Me desculpe, mas não pude deixar de perceber e inventar o seguinte termo:
            Portarrocrisia
            Vontade tremenda de querer corrigir determinado erro relacionado a língua portuguesa, mas ao mesmo tempo inconsciência de deixar escapar um simples erro também relacionado à língua portuguesa. Semelhantemente comparado ao ato de hipocrisia. Exemplo: se queixar que entende a ponto de querer corrigir determinado erro, mas deixar escapar um estrangeirismo errado como “saite”, sendo que o correto seria “site”, pois a palavra vem da língua inglesa.
            Antes de comentar sobre os erros do outro, veja o próprio erro, e por favor veja o quão difícil é fazer um site publico como esse. Sei que a principal intenção é conselho, mas fica difícil ver isso ao ser grosso com a pessoa. Muito obrigado. :3

          • Pablo Zumarán

            Então vc deve achar q não deveríamos grafar ‘buldogue’, ‘chute’, ‘coquetel’, ‘drinque’, ‘esnobe’, ‘esporte’, ‘estoque’, ‘futebol’, ‘gol’, ‘lanche’, ‘nocaute’, ‘piquenique’, ‘sanduíche’, ‘time’, ‘vagão’ ou ‘xampu’, mas ‘bulldog’, ‘shoot’, ‘cocktail’, ‘drink’, ‘snob’, ‘sport’, ‘stock’, ‘football’, ‘goal’, ‘lunch’, ‘knockout’, ‘picnic’, ‘sandwich’, ‘team’, ‘wagon’ e ‘shampoo’ pois, segundo vc mesmo, “a palavra vem da língua inglesa” e todos aquelas outras são, segundo vc, “estrangeirismos errados”. Tsc.

        • Leila Maria

          Sinceramente, não acho que você fez algo melhor…
          Só achei vc chato!

          • Pablo Zumarán

            Não fiz algo melhor: fiz a tradução significar o q o original significa usando a linguagem natural, e não algo diferente, tal como a tradução publicada.

            E é verdade. Sou super chato. Absolutamente tudo q a civilização de hoje valoriza foi originalmente criado por gente chata, q ficou décadas exaustivamente fuxicando ribombocas de parafusetas. A humanidade provàvelmente taria melhor com mais gente chata. O Brasil, certamente.

          • Leila Maria

            Não precisa ser redundante, nem deveria ter se dado ao trabalho de dizer isso, tão óbvio 🙂

          • Paula Suárez

            Vc se orgulha de escrever tão bem a ponto de querer que sua polêmica seja mais alardeada do que o texto em si… Mas não sabe escrever REBINBOCA!

          • Pablo Zumarán

            1. Tsc. Vc escreve q não sei escrever “rebinboca”, mas grafa N antes de B…
            Outra vez: tsc.
            2. Em nenhum momento eu disse q escrevo bem. Só tou dizendo q se, em vez de criar seus próprios textos, uma pessoa prefere traduzir textos pré-criados noutra língua, deveria dar-se ao mínimo trabalho de traduzi-los corretamente, evitando (a) estrupiar os mecanismos característicos do português e (b) deformar o significado do original.
            3. Quem tá fazendo polêmica são vc e outros. Por mim, não haveria polêmica alguma: se vc conhecesse em detalhes o português e o inglês, vc concordaria comigo. O mero fato de vc discordar denuncia q vc não conhece.

          • Ze Pereira

            Você já leu um conto chamado “O Colocador de Pronomes” do Monteiro Lobato? Não fosse o conto tão antigo, eu diria que poderia ser a sua biografia.

          • Mayara Herrero

            Cara, é natural para ti. Para mim não fez a menor diferença. Na verdade achei mais natural o original do texto mesmo. Você está caçando pelo em ovo. Tudo bem que tem umas que não ficaram tão naturais, mas dá para entender e é isso que mais importa. Até porque o texto é sobre palavras que não existem.

          • Pablo Zumarán

            «dá para entender e é isso que mais importa»
            Mas ¿tem certeza de q entendeu? Veja esta, por exemplo:
            «A tendência de desistir de tentar falar sobre uma determinada experiência porque as pessoas são incapazes de se relacionar com ela.»

            ¿Vc já ouviu alguém dizer algo parecido com alguma das frases abaixo?
            “Me relacionei com esse filme.”
            “Não consigo me relacionar com o caso dele.”
            “Me relaciono bastante com essa profissão.”
            “Vc vai se relacionar com essa tirinha.”

            Não, né? Por quê? Ora, pq ninguém diz isso; ‘relacionar-se com’ não é tradução de ‘relate with’.
            No original, ‘relate with’ quer dizer ‘identificar-se com’. Ah, assim fica claro:
            “Me identifiquei com esse filme.”
            “Não consigo me identificar com o caso dele.”
            “Me identifico bastante com essa profissão.”
            “Vc vai se identificar com essa tirinha.”

            Uma tradução mais correta seria:
            “A tendência a desistir de relatar um caso pois as pessoas não conseguem se identificar com ele.”

            E aí?

          • Ze Pereira

            Se você empunha a bandeira em defesa da nossa última flor do Lácio com tanto fervor, por que insiste em usar pontos de interrogação invertidos que só existem na língua de Cervantes? Seria algo quixotesco?

          • Pablo Zumarán

            Presta atenção no q tá sendo DITO.

          • Ze Pereira

            Quando o que é dito é mal dito, pode ser até maldito. E “tem a ver” não tem crase em português. Em javanês ou marciano pode até ter, mas português garanto que não tem.

          • Pablo Zumarán

            Prestar atenção na ortografia em vez de na semântica é o mesmo q privilegiar a forma em vez do conteúdo, a maquiagem em vez da beleza, os talheres em vez do sabor, a fachada em vez da arquitetura. Daí vem uma parte considerável do problema educacional brasileiro: dar atenção máxima *exatamente* ao q tem menos importância.

          • Renata Bassetto

            Para, você perdeu…

          • Pablo Zumarán

            Não. Quem perde é o Brasil, q prefere a preguiça de traduzir (mal) em vez de se dar ao esforço de criar seus próprio texto. A literatura brasileira, a cultura brasileira e até as atitudes brasileiras tão sendo todas re-escritas pela avalanche de produções em inglês −daquele país q constrói a própria cultura em vez de abjetamente copiar a dos outros−, filtradas por (maus) tradutores. Vc não tá enxergando, e dá dó.

            Ontem mesmo me disseram q tem um sucesso musical por aí dizendo:
            «Não é sobre ter &c
            É sobre saber &c»
            HAHAHAHAHAHAHAHA
            A identidade brasileira indo pro abismo e o brasileiro achando charmosíssimo.

          • Pablo Zumarán

            O problema q apontei não tem nada à ver com o português em si, ou com o javanês ou o marciano. Tem à ver com o q tá sendo **dito**. O original diz uma coisa; a tradução diz outra. E tampouco há motivo algum q impeça um brasileiro de ter e escrever suas próprias idéias, ao invés de ficar copiando o q vem do Zeuá. ¿Brasileiro não tem idéias? ¿Cadê?

          • Renata Bassetto

            Num é? Cara, compartilho das suas ideias!

          • Joana

            Cara, por mais que a tradução tenha perdido um pouco do seu sentido original, dá para entender o que ele quis dizer. O cara que traduziu só quis deixar mais fácil para que as pessoas que não sabem o inglês ou o português padrão conseguissem entender de uma forma clara.

          • Gabriella Turbiani

            Sorry, «A tendência de desistir de tentar falar sobre uma determinada experiência porque as pessoas são incapazes de se relacionar com ela.» dá para entender tão bem quanto “A tendência a desistir de relatar um caso pois as pessoas não conseguem se identificar com ele.”. Só está mais bem escrito, a compreensão é a mesma, ainda mais que dá para ver que é uma tradução meio literal.

          • Renata Bassetto

            É óbvio que dá para entender!

          • Pablo Zumarán

            ¿Tem certeza?
            ¿Como vc entende a frase “me relaciono com vc”?
            Certamente vc entende algo completamente diferente de “me identifico com vc”.

            Por outro lado, entender não é a única coisa q tá em jogo.
            Tbm dá pra entender um cachorro latindo.

          • Ze Pereira

            A palavra “provavelmente” não tem acento grave desde 1973. A não ser que seja um portunhol com acentos invertidos. Seu sobrenome e o uso de ponto de interrogação invertido sugerem hispanidade. Já que o assunto era chatice, aqui vai minha modesta mas mui sicera contribuição.

          • Pablo Zumarán

            Teu ‘provavelmente’ não tem acento. O meu tem. E aí?
            Pra dizer o número 7, algumas pessoas pronunciam /sétch/, outras /sétchi/, outras /séti/, outras /séte/. E aí?

            Grande parte do problema brasileiro é prender-se mais ä ortografia do q ao q tá de fato sendo DITO. É *disso* q tou falando; o tradutor aí não deu atenção ao q q o original DIZ, e nem ao q sua tradução DIZ. E aí aparece vc, falando de acentos e ortografia. Tsc.

          • simone.

            Boa ,vc é muito bom .

        • Gabriella Turbiani

          Entendo que para quem trabalha com isso o texto acima esteja te torturando, pois é uma tradução bem informal e que segue a construção do texto original.

          Mas foda-se né? Dá para entender. E se vai criticar o cara que está divulgando um trabalho bem bacana, dá uma ajuda gratuita ou fica quieto. Manda email diretamente que é bem mais simpático e produtivo.

          Não faz sentido esse comentário aberto de chatonildo, ainda mais que tem um monte de gente por aí colocando acento agudo no lugar de crase, falando agente, comendo os infinitivos. A comunicação é muito mais importante que a forma, quando falamos no mundo digital.

          Porque você não faz um blog seu, super bem escrito? Tem um pouco de ironia aqui, mas também tem verdade. O povo está precisando de referências bem escritas.

          • Pablo Zumarán

            «A comunicação é muito mais importante que a forma»
            Mas é exatamente isso q tou dizendo… Vc só tá esquecendo q as palavras comunicam muito mais coisas do q apenas seus significados semânticos.

    • Dimitri

      incrível como você falou um monte de coisa certa mas a galera só enxergou você sendo chato
      que coisa horrível querer as coisas de uma forma certa né?!?

      • Pablo Zumarán

        Absolutamente TODO progresso e desenvolvimento se origina de e é mantido por gente “chata”. ¿Já parou pra perceber isso?

    • Zumarismo: capacidade de tornar a forma mais importante que o conteúdo.

      • Pablo Zumarán

        HAHAHAHAHAHAHAHA
        É exatamente o OPOSTO, seu dunga!

    • Lineu

      Pablo, Pablo, Pablo. Sabe porque a polêmica?

      Porque você pode até ter razão tecnicamente, mas isso ficou ofuscado pela arrogância pretensiosa do seu comentário.

      Acredito que a maioria das pessoas que te criticaram aqui tiveram a mesma impressão que eu: diante de uma​ postagem criativa e inspiradora, aparece do nada um terceiro querendo demonstrar superioridade.

      Particularmente, achei que suas traduções alternativas não acrescentam coisa alguma.

      • Pablo Zumarán

        Lineu, vc parece ser mais um dos q não entenderam. Não tentei “acrescentar” nada. Tentei alertar pra aspectos q vêm sendo bobamente *subtraídos* do português em função duma subserviência aos mecanismos e semânticas do inglês, por pessoas q não dominam nem uma língua nem a outra.

        E clareza não é arrogância.
        E a publicação duma tradução não é “criativa”; é imitativa.

        • Aritana Dann

          mas o intuito do trabalho não é ensinar inglês, me parece bem mais confundir mesmo, e nao esqueçamos q o ingles vem de outros ramos de outros tempos, essa ‘função’ de ensinar inglês ele não tem e não deve trazer no arcabouço de seu trabalho de arte, muito pelo contrário, nesse ponto o trabalho é bem humorado. E se quiserem achar que uma palavra é outra que pesquisem e existem milhares de meios p que pessoas aprendam inglês, comentário inócuo e torpe do sr e sua mulher, torpentário kkkkkkkkk

  • Graça

    Possibilidades interessantíssimas de vasculhar meandros e sutilezas do nosso sentir. Adorei.

  • uendel00

    gente vou imprimir e guarda isso pro resto da minha vida , muito obrigado!

  • Isso é tão incrível e sensível, o som das palavras também é lindo! Como existe beleza nas coisas simples…
    Não se distraiam com os comentários, não percam a sensação de eternidade…
    Obrigado Noosfera.

  • newton silva

    O idioma japonês tem muitas palavras para esses sentimentos.

  • Isabella Prata

    amorínstrico: sentimento de amor completo q nos preenche seguido de uma tristeza absoluta por saber q aquele momento vai terminar…

    • Luis Roberto de Paula

      lindo isso…

    • Bebete Indarte

      Boa, uma ansiedade que sempre tive desde jovem.

  • Belo <3

  • Esdras Souza

    Sem palavras! Precisava muito de um dicionário assim.
    Cara gênio!

  • Roberto Bertoche

    genio

  • Bebete Indarte

    Falta uma palavra pra sensação que é o dia da sua morte.

    • Aritana Dann

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Bebete Indarte

        Tá rindo de nervoso por causa que vais morrer também?

        • Bebete Indarte

          …bom nem pensar nisso, né?

  • Renata Bassetto

    Pensei em um: Iludium tremens: o momento em que você percebe que a estima e consideração que você tem com alguém não é recíproco…

  • Renata Bassetto

    Desculpem-me: não são recíprocos…

  • Renata Bassetto

    Tem um outro que pensei, parecido com Anchorage, aquele de agarrar o tempo. Nesse, o lance é a sensação de querer capturar um momento e congelar essa imagem para ter ao menos vislumbres dessa sensação – Capiturium vivendis

  • Ginaldo

    O desconcerto de perceber que alguém está focado em aspectos irrelevantes ou perversos de alguma coisa e deixando de lado a poesia potencial do evento…

  • Joao Vitor

    Conheci esse dicionário atraves de um amigo. Ele fez um projeto com base nessa palavra “Exulansis”. E vendo o significado de cada uma delas, nao sei vocês, mas eu fico refletindo muito sobre minha vida… Enfim, genial rs.